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O futuro das Centrais Hidrelétricas em debate

Fabio de Gennaro Castro

Data: 31/03/2016

Por: Redação TN 

A geração hidrelétrica ainda responde por mais de 60% da energia que chega aos lares dos cidadãos brasileiros, segundo fontes do setor. Novos empreendimentos em pequenas e médias centrais devem expandir esse universo nos próximos anos. Mas há um grande entrave pela frente: quando comparados, o custo das usinas e o preço final da energia estabelecidos pelos órgãos reguladores representam uma equação difícil de fechar.

A aprovação de centenas de projetos para construção de novas hidrelétricas de baixo impacto ambiental também tem enfrentado sérios problemas. É contraditório, uma vez que, por serem usinas de geração renovável, as pequenas e médias hidrelétricas trazem importantes contribuições para o setor.

Hoje existem grupos que se dedicam com sucesso à implantação de usinas bem pequenas, entre um e 10 Megawatts, menos complexas em sua implementação. Além disso, a geração distribuída confere às usinas menores importantes atrativos, reduzindo a necessidade de investimentos do setor elétrico em extensas linhas de transmissão.

Com o grande potencial hídrico brasileiro e a legislação favorecendo as energias renováveis, é hora de reforçar as discussões sobre o setor, principalmente considerando que a economia e o consumo devem crescer nos próximos anos. Este é um dos propósitos do Comitê Brasileiro de Barragens, ao promover o X Simpósio sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas e Usinas Reversíveis, nos dias 27 e 28 de abril, em Florianópolis (SC). Participarão representantes de instituições e empreendimentos, acadêmicos e autoridades ambientais, além de experts em segurança de barragens.

Considerado um dos atrativos do evento, o tema Usinas Reversíveis deverá despertar a atenção dos congressistas. Esses empreendimentos ainda são pouco utilizados no setor, pois a comercialização da energia gerada depende de regulamentação do Governo. Operando com dois reservatórios em níveis diferentes, essas usinas bombeiam água do reservatório inferior para o superior em horários de maior disponibilidade de energia e geram nos períodos de maior consumo do sistema, ou seja: no horário de pico. As usinas hidrelétricas reversíveis também contribuem para equilibrar as frequentes oscilações do sistema elétrico. Embora tenha tido presença mais forte somente no passado do nosso País, essa tecnologia tem grandes potências instaladas nos Estados Unidos, China, Japão e Europa.

O campo para discussão também estará aberto para os problemas de licenciamento ambiental e suas soluções. O debate entre autoridades de órgãos ambientais em âmbito nacional (Ibama) e estadual (Fatma), de Santa Catarina, com importantes investidores certamente despertará interesse de projetistas e construtores, assim como a mesa redonda que tratará da fabricação e montagem de equipamentos.

Ou seja: o Simpósio pretende aprofundar as discussões sobre a geração de energia renovável e de baixo custo e assim dar novos subsídios para a implementação, na prática, da política defendida pelo Governo Federal neste setor.


*Fabio de Gennaro Castro é Vice-presidente do Comitê Brasileiro de Barragens.


Serviço

X Simpósio sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas e Usinas Reversíveis
Data: 27 e 28 de abril
Local: Florianópolis (SC)
Informações:  xspmch@cbdb.org.br e pelos telefones (21) 2286-8674 e (21) 2528-5162, além do site oficial do evento: http://www.cbdb.org.br/xspmch

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