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Reserva ambiental da Vale, idealizada por Eliezer Batista, pode ajudar Brasil a atingir meta florestal do Acordo de Paris

Data: 04/07/2018 15:39

Por Redação/ Assessoria

Com quase 23 mil hectares de Mata Atlântica, a Reserva Natural Vale (RNV), mantida pela Vale em Linhares, no norte do Espírito Santo, poderá ajudar o Brasil a atingir a meta de reflorestar 12 milhões de hectares até 2030. A meta foi assumida nas negociações do chamado Acordo de Paris, em 2015, que visa limitar o aumento do aquecimento global em menos de dois graus. O reflorestamento pode se tornar a principal medida para retirar bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera. E é aí que entra a RNV. A área é a única do país que mantém há mais de 40 anos estudos sobre silvicultura e restauração florestal por meio do cultivo de espécies nativas, com dados coletados anualmente. As informações têm despertado o interesse de pesquisadores e de ONGs que trabalham com reflorestamento.

Em 2018, a Reserva completou 40 anos como área oficialmente destinada à conservação. Para marcar a data, a Vale produziu uma série documental especial, com quatro episódios, que fala da história, da política de proteção da biodiversidade, das pesquisas e do uso público do espaço. O primeiro filme conta como a área foi formada e traz a última entrevista do engenheiro Eliezer Batista, ex-presidente da Vale, falecido no dia 18 de junho. O vídeo já está disponível na página do V.Doc no vale.com e no youtube.com/vale.

A RNV mantém mais de 100 experimentos de espécies nativas, como jacarandá, peroba-amarela e jequitibá-rosa, que podem ser usados em projetos de reflorestamento, tanto para fins comerciais quanto para proteção. "Uma pesquisa de longo prazo pode ajudar o governo brasileiro a cumprir as metas do Acordo de Paris. E os dados da silvicultura de espécies nativas que podem subsidiar o cumprimento dessas metas estão vindo, hoje, da Reserva", afirma o engenheiro agrônomo Samir Rolim, um dos editores do livro Silvicultura e Tecnologia de Espécies da Mata Atlântica. Lançado este mês, o livro traz dados de 35 espécies nativas da Reserva Natural Vale, como crescimento das árvores e aproveitamento da madeira e da biomassa.

O trabalho científico contou com o apoio da World Resources Institute (WRI), que em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) transformou a RNV em um dos seus principais campos de estudo sobre silvicultura de espécies nativas no Brasil. As duas organizações criaram, em 2015, o Projeto Verena (Valorização Econômica do Reflorestamento com Espécies Nativas), cujo objetivo é demonstrar a viabilidade técnica e econômica da restauração e do reflorestamento com espécies nativas em larga escala, destacando os benefícios sociais e ambientais da atividade.
 







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