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Gorduras, graxas e óleos bem tratados viram energia

Data: 11/09/2018 16:59

Por Redação/ Inovação Tecnológica

Mas essas gorduras, graxas e óleos podem ser transformados em energia, conforme acabam de demonstrar Asha Srinivasan e seus colegas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

A pesquisadora usou um forno comum de micro-ondas para aquecer - a temperaturas entre 90 e 110 graus Celsius - amostras de resíduos de gordura residenciais e industriais às quais foi adicionado peróxido de hidrogênio, um produto químico que estimula a decomposição da matéria orgânica.

O tratamento reduziu drasticamente o volume de sólidos - até 80% - e ainda liberou ácidos graxos que podem ser decompostos por bactérias no próximo estágio do tratamento dos resíduos.

"[Gorduras, óleos e graxas] são uma excelente fonte de material orgânico, dos quais os microrganismos podem se alimentar para produzir gás metano, que é uma fonte de energia renovável e valiosa. Mas, se a mistura for muito rica em orgânicos, as bactérias não podem lidar com isso e o processo é interrompido. À temperatura certa, asseguramos que a mistura de gorduras está pronta para o tratamento final e pode produzir a quantidade máxima de metano," disse Srinivasan.

Biodigestores

Outra possibilidade de uso da técnica é permitir que os agricultores lancem mais gorduras, óleos e graxas em seus biodigestores, grandes tanques que tratam resíduos agrícolas, incluindo estrume de vaca, para produzir metano.

"Os agricultores normalmente restringem as gorduras, óleos e graxas a menos de 30% do abastecimento total [do biodigestor]. Mas agora a mistura pode ser quebrada em formas mais simples, para que você possa usar muito mais do que isso, até 75% do total do abastecimento. Você recicla mais resíduos de óleo e produz mais metano ao mesmo tempo," completou Srinivasan.

Bibliografia:

Microwave-Enhanced Advanced Oxidation Treatment of Lipids and Food Wastes
Asha Srinivasan, Moutoshi Saha, Kit Caufield, Otman Abida, Ping Huang Liao, Kwang Victor Lo
Water, Air, & Soil Pollution
Vol.: 229:227
DOI: 10.1007/s11270-018-3894-y





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