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Investimento em árvores cresce e empresa amplia oferta de títulos no mercado

Data: 12/09/2018 09:40

Por Redação/ Assessoria

Três anos atrás, quando os especialistas em mercado financeiro, Thiago Campos e Gilberto Derze decidiram plantar florestas de mogno africano como forma de investimento próprio, não imaginavam que esse modelo de negócio pudesse fazer tanto sucesso, e melhor ainda, contribuir com o meio ambiente.
 
Fundada em 2015, a Radix Florestal possui fazendas de produção de mogno africano e oferece, a partir de um investimento baixo, a oportunidade de pessoas apostarem neste tipo de negócio através de investimento coletivo. Este mês a empresa se prepara para a terceira captação de investidores e aumenta em três vezes a oferta de títulos em relação as captações anteriores.

“A Radix nasceu como um investimento que criamos para nós mesmos, mas que acabou despertando o interesse de vários amigos”, diz Gilberto Derze, um dos sócios da empresa, que fez o plantio de sua primeira floresta comercial em 2016, em uma fazenda em Unaí (MG). Desde então, o negócio cresceu: a Radix passou a plantar também em fazendas localizadas em Campos Novos (RR), e fez duas captações entre 2017 e abril deste ano, alcançando 138 investidores, com captação total de R$500 mil e plantando mais de 30 mil árvores.
 
A opção pelo mogno africano, de acordo com Thiago Campos, foi feita por ser tratar de uma madeira nobre, de crescimento mais rápido em relação a outras espécies e por seu alto valor agregado, tanto ambiental quanto financeiro. O empresário também cita a oportunidade de o investidor poder lucrar "para si mesmo" com o meio ambiente, ter um ganho concreto e palpável, algo que não acontece em outros tipos de ações sustentáveis, como ajudar na limpeza de praças ou fazer a separação de lixo para reciclagem.
“No Brasil, não há uma cultura de investimento, e a maioria das pessoas nem imagina que é possível lucrar contribuindo com a natureza. Então precisávamos de uma madeira nobre, com crescimento em prazo menor, e que permitisse ao investidor o lucro com o meio ambiente”, diz Campos, que prepara uma terceira captação, marcada para o próximo dia 17 de setembro. O novo modelo de investimento decolou e a Radix Florestal oferecerá agora 1.800 títulos a partir de um investimento de R$500,00. É a maior quantidade de títulos ofertada pela empresa até hoje.
 
Apesar de ser um negócio novo e ainda pouco explorado no País, o investimento em madeira é considerado de baixo risco e de menor volatilidade em relação a outras modalidades, uma vez que as árvores sempre estão em crescimento, independente do momento político ou econômico do País. Outra vantagem é que a empresa oferta títulos de participação em florestas já plantadas. O mogno africano também é uma madeira mais resistente a pragas, e a empresa abre a captação já com a plantação da floresta feita. 
 
O investimento florestal é uma aplicação de longo prazo. Porém, antes disso, o investidor tem parte do retorno quando ocorre o desbaste da floresta, por volta dos 8 a 10 anos. De acordo com norma da CVM, a empresa encaminha trimestralmente aos investidores demonstrativo das atividades realizadas nas áreas de plantações para acompanhamento do progresso do investimento. Há ainda a possibilidade de a pessoa visitar os plantios da Radix.
Os interessados em adquirir títulos de investimento da Radix poderão, no próximo dia 17 de setembro, comprar uma cota da floresta através da plataforma de crowdfunding de investimento Kria, empresa autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O investimento é todo online, a aplicação é única, uma vez que não há cobrança de mensalidades ou anuidades, e o valor mínimo, desta vez, é de R$500,00. 





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