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Uma visão diferente para o mesmo lugar

Data: 03/01/2019 15:09

Por Redação/ Assessoria

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Figura comum das grandes cidades, os galpões carregam consigo muita história. Antes fábricas de todo tipo, com o passar do tempo alguns perderam a sua utilidade original, com a desativação dos antigos empreendimentos que os mantinham funcionando. De elefantes brancos que deixavam um grande e espaço ocioso nas cidades, eles tem sido reaproveitados para utilidades bem diferentes das que foram pensadas quando construídos. Viraram restaurantes, boates e em alguns casos, até mesmo escolas.



Um exemplo pode ser visto no bairro Castelo, na região da Pampulha. O que era um espaço cheio de máquinas, hoje está cheio de crianças em salas de aula para ensino infantil e fundamental. A intervenção no antigo imóvel manteve a aparência externa de galpão industrial. Porém, alterações significativas foram realizadas na estrutura do imóvel localizado na rua Castelo de Lisboa.

A Casa Fundamental, nome da escola, tem uma proposta pedagógica diferenciada. E para o arquiteto Gabriel Castro, que projetou o local junto com Marcos Franchini e Pedro Haruf, o projeto arquitetônico foi pensado para que refletisse essa ideia. "A autonomia do aluno é valorizada tanto no processo de aprendizagem em si, como também da relação dele com o espaço físico".

O espaço conta com uma praça interna, projetada para ser um espaço livre central que articulasse todos os outros espaços e fosse multiuso, para ser utilizado em reuniões de pais e alunos, eventos e também uma área recreativa. Até um tobogã fez parte do projeto, que não se parece em nada com uma escola convencional.

Gabriel conta que outra questão pensada junto com os fundadores da Casa Fundamental era de criar uma relação com o bairro. "Eles queriam criar um espaço em que os pais pudessem frequentar, que tivessem alguma relação, e ao mesmo tempo oferecer alguma coisa para a comunidade, como alguns pequenos eventos, como uma feira de orgânicos, por exemplo".

Ele conta que fazer uma escola em um galpão foi um desafio, já que o lugar era fechado, escuro e quente. Fora diversas estratégias para fazer com que o conceito pedagógico da escola fosse implementado, desde perfurações na fachada para ventilação e iluminação, até um jateamento termo acústico em cima do telhado, para diminuir o barulho e o calor de interferências externas como Sol e chuva fortes.

No ano passado, o projeto foi vencedor na premiação de arquitetura do Departamento de Minas Gerais do Instituto de Arquitetos do Brasil, na categoria Edifícios para fins Religiosos, Atividades Sociais, Institucionais, Culturais e Educativas.





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