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Rede une comunicadores e cientistas pela qualidade da divulgação da ciência

Data: 19/03/2019 14:28

Por Redação/ USP

Para quem trabalha na área – e mesmo para quem olha de fora, há a percepção de que a qualidade com que se comunica ciência no País nem sempre corresponde ao alto nível da ciência produzida aqui, a despeito de todas as dificuldades. Preocupados em elevar os padrões desta atividade, um grupo de comunicadores fundou, no início deste mês, a Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência).

A iniciativa tem inspiração em associações internacionais de jornalistas científicos já bem consolidadas, como as da Argentina e do México. “Grupos nacionais como o da Associação de Jornalistas de Educação e a Associação Brasileira de Jornalistas Ambientais também foram importantes exemplos para nós”, afirma o jornalista André Biernath, fundador e presidente da rede.

“Em março do ano passado realizamos nossa primeira reunião presencial mensal e, desde então, crescemos bastante. Atualmente temos mais de 600 participantes no grupo e acabamos de formalizar a RedeComCiência como uma associação”, conta Biernath, avisando que logo estarão abertas as inscrições para os membros se filiarem oficialmente. “Em médio e longo prazo, pretendemos criar um congresso brasileiro de jornalismo de ciência e um ambiente físico e digital para a troca de informações e debates entre os profissionais: jornalistas, assessores, cientistas e todos os interessados no tema”, anuncia.
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Membros da RedeComCiência em reunião – Foto: Divulgação/RedeComCiência

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Cientistas e comunicadores

André Biernath conta que, ao longo das discussões, o grupo percebeu que deveria ser plural e unir as forças de todo mundo que estivesse interessado no assunto. “Pelas próprias características do Brasil, não faria sentido algum aceitar a participação só de jornalistas de redação e excluir assessores, profissionais de comunicação interna, estudantes e cientistas, como fazem algumas redes internacionais. Só temos a ganhar se reunimos todo mundo para conversar”, defende.

Por isso, a RedeComCiência está aberta para jornalistas (repórteres, editores e demais profissionais de redação), assessores de imprensa, profissionais de comunicação interna de instituições públicas e privadas, influenciadores digitais/youtubers, cientistas, professores e estudantes.

Ainda sobre a relação entre os diferentes campos, André Biernath acredita que estamos em um momento bastante fértil para a interação entre cientistas e comunicadores. “Um cenário marcado por fake news sobre saúde e movimentos anticiência têm evidenciado que jornalistas e cientistas estão do mesmo lado e nutrem um objetivo comum: informar e dialogar com a sociedade sobre a ciência e a tecnologia desenvolvida no País.”

Para ele, a comunicação de ciência tem certas especificidades que requerem mais atenção do comunicador e do cientista, e ambos estão, na maioria das vezes, correndo contra o tempo. “O que a RedeComCiência se propõe é ser um intermediador contínuo entre esses perfis e ajudar a preparar o ambiente para que essa interação seja a mais qualificada, facilitada e assertiva possível”, declara o jornalista.

Neste sentido, a RedeComCiência busca aproximação também com as universidades, polos de geração de conhecimento e de notícias sobre ciência em todas as áreas. “Além desse natural potencial, a RedeComCiência entende que a universidade tem se preocupado, cada vez mais, em dialogar com a sociedade sobre o desenvolvimento científico e sobre a importância do financiamento público em pesquisa”, diz ele.

Da USP, integram até o momento a direção da rede: Juliane Duarte – diretora de Estratégias Online, assessora de Comunicação do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB); Edson Duarte Ribeiro – membro do Conselho Fiscal, mestrando no Instituto de Biociências (IB) da USP; Ewerton Souza – membro do Conselho Fiscal, mestrando do IB; e Luiz Philipe Ferreira de Oliveira – membro do Conselho Fiscal, doutorando da Faculdade de Direito (FD) da USP. O trabalho realizado por eles na diretoria é voluntário.

Por fim, André Biernath conta que a rede está buscando estabelecer parcerias institucionais que ajudem no financiamento dos projetos. “E que também proponham espaço para dialogarmos com todos os interessados em uma comunicação de ciência e tecnologia responsável e empática com os interesses da sociedade. Quem quiser participar da rede ou entrar em contato com a gente, é só acessar nossos canais que estaremos abertos”, convida.

Luiza Caires

Mais informações: No FacebookTwitter  e Instagram da RedeComCiência





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